quinta-feira, 21 de junho de 2012

Adedanha


Ela trazia cartas
E parecia querer lê-las...
Mas por algum motivo preferiu uma bebida no bar
Escolheu uma mesa aonde pudesse pensar
Em como sua vida estava indo pro ralo em poucos dias
Com as duas mãos sobre o copo
Ela dizia algumas palavras pensando estar com alguém
Mas só era uma garota sozinha no bar
E quando seus pensamentos fugiam
Para aquele momento embaraçoso
Ela ria como querendo fugir
Mas só voltou a pegar outra bebida
É como a gente diz em dias como esses
Não vale a pena...
E como uma letra de rock juvenil
Tudo acaba sendo meio selvagem e adolescente
Quando pensamos que podemos voar,
e caminhar se torna cansativo...


domingo, 18 de março de 2012

Passos





Na multidão que há em meu nome,
você pode se perder em meio as pedras,
em assuntos mal resolvidos...
A multidão me acelera.
Esquece do tempo da vida.
Que há tempos se esquece de mim...
Então quando ouvir o meu nome,
quando querer me mostrar um caminho,
não se esqueça da multidão.
Que acelera meu passo
e dá pressa a minha fala.
Das vozes que gritam.
Da verdade escondida em mil olhos.
Do aperto de mil mãos.
Da multidão que permanece em mim.



Foto: Camila Koschdoski

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Status

Que tipo de amor existiu em minhas linhas.
Em meus poemas bagunçados.
Se agora que conheço realmente,
a ânsia que temos quando nos encontramos apaixonados.
E a maldita canção que distorce minha rotina.
Dívida que sinto por ter estragado os últimos minutos daquele dia.
Dia que amei, todo tempo que estive ao seu lado.

Acrescentando consciência ao meu desejo.
Posso dizer que amo.
Mesmo não sendo amado.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Tempos

Pelos caminhos aonde ando...
Um dia vai ser.
Só não sei quando...

terça-feira, 19 de julho de 2011

Digo

Mas que eu queria, eu queria...


Só pra ver no que daria.

Mas é melhor deixar,

O tempo correr...

Não era pra ser, eu diria...



Mas que eu queria, eu queria...

Só um pouquinho, eu dizia...

É fácil viver de uma sina

E 'prá si' perder, basta conhecer...

E quem se perde, oh basta se perder...

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Ciranda da despedida

Meu incerto é perto.
O jeito certo é me esconder de ti.
e a sós me perder e me refazer de tudo.
Absurdo é me separar de mim.

E as flores que ficaram, são tuas.
Minha amargura é saber...
Que nada sobra de um amor assim.
Sem teto, sem jeito.
É facil você ai gozar de mim.

Giro e penso que são seus.
Esses olhos a me rodopiar.
Que sua mão é agrado.
Que o coração quer me causar.
É é desse jeito que eu levo a vida.
Contando mentirinhas pra me enganar.
E assim parece que esqueço.
Que o seu beijo não me vem calar.

sábado, 18 de setembro de 2010

Sensatez

Que faça aqui o amor,
porque lá já não há.
Nem idéia, nem balela.
Nem a dor, nem horror.
Tem é coisa a toa.
Tem fala sem deixa
É gente que não sente,
                        não chora,
                                  não goza,
                                          não se deixa levar...

Que faça aqui o amor,
porque lá já não há.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Pássaro

Sou mais confusa que o amanhã dos amantes na espera.
Sou tão certa quanto a morte na tragédia.
Sou livre só por pensar que posso fugir.
Sou distante chegando no limite da corrida.
O ir e vir se transforma em canto.
Moradia que é pranto que corre como riso, que é chuva e lembra amor.

sábado, 28 de agosto de 2010

Outra

É como se fosse varrido pelo ar.
Eu abri a porta e foi com o vento.
É melhor do que eu esperava.
Esse ar novo.
Esse entra e sai.
É bem melhor do que eu esperava
Essa vida toda me aguardava.
Perdi tempo lendo quadrinhos de histórias românticas.
Heróis só existem para nos fazer dormir.
Se quiser sonhar, precisa de algo melhor que isso.